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sexta-feira, 25 de abril de 2025

Ainda Estou Aqui

 

Ainda Estou Aqui já está no Globo Play e eu assisti, aqui em casa fui a única a assistir o filme porque minha  mãe disse que não aguenta as cenas de violência, eu não achei  tão terríveis assim.

 Sobre as cenas de violência de militares acontece quando Eunice Paiva é presa , ela é encapuzada e não pode ver qual o local para onde foi levada, depois do depoimento Eunice é levada para uma cela onde escuta gritos , ela também percebe nas outras celas pessoas que foram torturadas. 


O filme trabalha de maneira sutil a questão da tortura e desaparecimento de pessoas no Brasil, Rubens Paiva tem a casas invadida por militares que levam o deputado, a acusação é que ele seria Inimigo do Estado, os militares são mantidos a paisana convivendo com a família, e depois de algumas semanas Eunice Paiva também é levada para depor, mas não encontra o esposo . 

Com o objetivo de resgatar o parceiro Eunice colabora com os militares e reconhece as pessoas que são acusadas de desordem e inimigas do estado, após o reconhecimento das pessoas Eunice é solta, volta pra casa e depois de algum tempo os militares desaparecem. 


Habes Corpus de Rubens Paiva

O advogado da família consegue habes corpus para que Rubens Paiva seja solto, Eunice passa a buscar pelo marido, e chega a mentir que ele tem diabetes e precisa tomar remédios, mas tudo isso em vão, os militares matam o cachorrinho de estimação como forma de repressão.

 Eunice decide voltar para São Paulo e viver com os pais que moram no centro da capital, é somente no ano de 1.996 , 25 anos depois da morte de Rubens e após ditadura militar que Eunice recebe o atestado de óbito, tendo como causa da morte ferimentos depois de sua prisão, mas o corpo de Rubens, assim como de muitos outros presos da ditadura militar no Brasil nunca foi encontrado. 


Filmes que contam a Ditadura Militar 

  • O Pastor e a Guerrilheira
  • 70 - Setenta
  • Cabra Cega
  • Hoje
  • Em busca de Iara
  • O Dia que durou 21 anos
  • Olga 
  • Éramos Seis 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Dia do Índio e o Descobrimento do Brasil

 

Fonte da Imagem Wikipédia 


Abril é um mês repleto de comemorações no dia 19 de abril é comemorado o Dia do Índio e no dia 22 de Abril o Dia do Descobrimento do Brasil, escolhi estas duas datas para fazer um post aqui no bloguinho uma tem a ver com a outra, pra começar muitas crianças já devem ter ouvido dizer que o índio são os donos desta terra, afinal eles chegaram primeiros, e por uma ideia bastante controversa de que o branco era civilizado e o índio não ocuparam as terras Brasileiras explorando o pau Brasil e fazendo o índio escravo. 

Mas na escola também aprendemos que as caravelas de Pedro Alvares Cabral chegaram em terras brasileiras fizeram amizades com os índios, esta é uma história que gosto muito de lembrar porque me causa admiração pelo povo indígena considerado pacifico pelos colonizadores portugueses, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta a corte portuguesa onde conta a descoberta de novas terras e fala sobre o povo que encontrou a descoberta data do ano de 1.500 e do dia 22 de abril data da descoberta do Brasil. 

A carta descreve bem o povo indígena e conta sobre negociações com a nova civilização, troca de mercadorias ou o que Pero Vaz de Caminha chamou de escambo com o povo indígena, os acontecimentos que sucedem a descoberta é que não são muito felizes já que para explorar as riquezas do Brasil se fez necessário a escravidão do povo indígena junto com o negro.

O povo indígena é visto como um povo inocente pelo autor da carta que descreve mulheres nuas, descreve também o interesse pelos artefatos europeu em um trecho em especial Pero Vaz de Caminha descreve a descoberta do terço por um  dos indígena que o recebe como um presente e o coloca no pescoço como enfeito, os indígenas também trocam os seus artefatos adornos feito de penas de pássaros que dão aos portuguesas em troca de artefatos europeus, entregando-lhes as armas por vezes, o indígena aparentemente não tem preocupação com as guerras e o arco e flecha é utilizado apenas para a pesca e para conseguir alimento, as mulheres recebem os visitantes o que significa se estivessem em guerra as caravelas não veriam mulheres e crianças apenas os homens deveriam aparecer no cenário. 


O Índio Hoje

Grande parte da população brasileira deve ter descendência indígena, poucas tribos restaram e sua cultura por causa da civilização branca que ocupou as terras brasileiras os índios acabaram esquecidos, bem como são poucas as tribos existentes, a maioria das civilizações indígenas estão concentradas na região de Manaus e Amazonas.

A civilização indígena no Brasil possui uma cultura bem definida e características os povos indígenas organizam-se desde a descoberta por meio das ocas além das ocas utilizada para moradia das famílias os índios possuem ocas onde é feita a comida e distribuída para tribo, oca do Pajé onde é realizado rituais de cura, ocas onde são cultivados alimentos como a mandioca, uma particularidade indígena é encontrada em vária tribos  é o cultivo de raízes, o povo europeu não tinha o costume de comer as raízes da terra enquanto um dos ingredientes presentes na culinária indígena é a mandioca uma raiz servida junto com o peixo assado ou cozido na fogueira. 

Uma outra particularidade indígena que também é encontrada em diversas tribos e causa curiosidade é a presença de uma oca só para mulheres, o índio assim como o branco quando se casa tem uma oca só para si em algumas tribos mais de uma família divide a mesma oca, como o índio vive da caça existe uma oca que recebe os caçadores ou a caça e prepara a comida, sim o cultivo também é feito dentro de ocas ou no quintal da oca, o que indica que eram muito inteligentes e possuíam agricultura avançada. 


A Mulheres Indígenas

A presença de uma oca só para mulheres além da oca onde é feita a comida é pelo motivo da menstruação, nas tribos indígenas é comum a menina quando menstrua ser tirada da oca, as vezes pode este ato pode ser considerado uma agressividade, mas as mulheres menstruadas não podem conviver em outras ocas até o final da menstruação elas devem ficar em uma oca separada e cuidada por índias as mais velhas da tribo, o motivo pelo qual a índia é separada da tribo é bem simples os índios andam nus e por isso o sangue faz uma sujeira danada na oca e então o índio expulsa a menina quando menstrua da oca e também mulheres que já tiveram filhos se a criança for pequena pode ficar com a mãe dentro da oca da mulheres. 

Com a modernidade as mulheres indígenas podem sair das ocas utilizando absorventes e short, porém as mulheres indígenas quando estão menstruadas não podem cozinhar, e ficam afastadas de algumas atividades até que o ciclo menstrual termine, e durante três ou quatro dias no mês dormem fora da oca da sua família. 




sexta-feira, 8 de outubro de 2021

É verdade que a Condessa de Barral teve filhos com o imperador?

 

Na novela " Nos Tempos do Imperador" a condessa de Barral esteve grávida de D.Pedro II, porém perdeu a criança e passou por momentos difíceis quando pode contar com a ajuda de Pilar, na verdade na história dos dois amantes a Condessa de Barral e D.Pedro II não existe nenhum relato de que os dois tiveram filhos, a condessa tem apenas uma criança registro em seu nome nascida no Brasil de seu esposo que embarcou para a europa junto com o pai e foi criada em internatos europeus. 

Já D.Pedro I teve filhos com sua amante uma das crianças recebeu o nome de Isabel e foi feita duquesa de Goiás, a história também relembra este fato ocorrido na novela " O Novo Mundo" que conta a história de seu pai, D.Pedro II então diz que deseja fazer igual e que deve assumir a criança de Domitila, porém Domitila perde o bebê antes que D.Pedro II possa assumir o filho bastardo.  



Acredita-se que D.Pedro I tenha assumido o filho de Domitila após a morte de sua esposa Leopoldina e antes do casamento com  sua segunda esposa, Domitila teve duas crianças Isabel Maria e Maria Isabel, que foram nomeadas condessas, apesar de verdadeira a história da condessa de Barral que teve um relacionamento de quase 30 anos com D.Pedro II, onde trocavam cartas de amor Luísa Margaria (condessa e Barral) nunca teve filhos com D.PedroI.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Maria Augusta Generosa Estrela - Primeira Médica Brasileira

 


Começa hoje em " Nos Tempos do Imperador" uma nova fase da novela, Pilar finalmente se forma médica e volta para o Brasil, depois de dez anos a personagem encontra Samuel que está se casando com outra, ela vai sequestrar o seu amado no dia do casamentos, a personagem de Pilar busca mesmo quebrar padrões e trazer uma discussão sobre o universo feminino, sua irmã mais nova está prometida ao coronel Tonico, homem que Pilar abandonou no altar para realizar o desejo de ser médica. 


Verdades e Licença Poética Sobre a Personagem Pilar


Em uma das postagens sobre a novela escrevi que a personagem não era verdadeira, e que trazer a discussão para a novela era simplesmente licença poética, mas na verdade a personagem tem muito de verdade, a primeira semelhança com a história da primeira médica brasileira é que realimente a personagem recebeu apoio de D. Pedro para realizar o sonho de ser médica. 

A personagem Pilar tinha o nome de Maria Augusta Generosa Estrela, ela não se casou com Samuel, na verdade Samuel é o nome de um dos filhos de Maria Augusta, a personagem verdadeira se casou com um farmacêutico que tinha o nome de Antonio Costa Moraes, o pai de Maria Augusta era representante da Companhia Bristol no Brasil, D.Pedro II ofereceu bolsa de estudos a Maria Augusta após falência de seu pai e depois de conhecer a sua história abriu vagas para mulheres estudarem na Faculdade de Medicina do Brasil. 




História Verdadeira de Maria Augusta 

Nascia na cidade do Rio de Janeiro em 1860, Maria Augusta Generosa Estrela viajou a Portugal, terra natal de seus pais,  aos 13 (treze) estudou no colégio Villa Real, ao retornar ao Brasil ingressou no Internato do Colégio Brasileiro, o desejo de ser médica aconteceu durante a leitura de um periódico, revista da época onde Maria Augusta leu sobre uma jovem que cursava medicina em Nova Iorque, até então as mulheres poderia ser enfermeiras e parteiras, isso porque a mulher não poderia cursar a universidade e o nível superior eram carreiras destinadas aos homens direito e medicina. 

Em 1.875 aos 16 anos de idade Maria Augusta embarcou no navio South American rumo a Nova Iorque, prestou exame de admissão no New York Medica College and Hospital for Women, mas seu pedido de matrícula foi negado pois era necessário ter 18 anos completos, além de mulher Maria Augusta Generosa Estrela também era uma garota prodígio, ela fez uma nova petição e teve o pedido aceito, e aos 16 anos de idade ingressou na faculdade de medicina em New York. 

Maria Augusta Generosa Estrela teve dificuldade de se manter em Nova Iorque após a falência de seu pai representante no Brasil da Companhia Bristol, D.Pedro II ficou sabendo de sua história em ocasião da história de Maria Augusta Generosa Estrela no ano de 1.879 o governo brasileiro, por decreto do imperador, o governo brasileiro abriu as universidades as mulheres, antes disso no ano de 1877 D.Pedro II concedeu bolsa a Maria Augusta Generosa Estrela e quantia para cobrir os gastos com sustento e estudos e Nova Iorque. 

Retornando ao Brasil e após a validação do seu diploma Maria Augusta passo a clinicar como médica e servir como exemplo para outras mulheres na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro, no ano de 1884 conheceu o farmacêutico Antônio Costa Moraes com quem se casou em 1886, tiveram 2 filhos . 

Maria Augusta faleceu subitamente em sua casa, na cidade do Rio de Janeiro, aos 86 anos de idade em 18 de abril de 1.946. 

Bibliografia: Wikipédia Maria Augusta Generosa Estrela

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Nos Tempos do Imperador- Nova Novela das Seis da Globo

 

No ano de 2017 assumi uma sala de aula do Ensino Fundamental por alguns dias enquanto a professora estava ausente, estava indo ao ar a nova novela "O Novo Mundo" que contava a história de D.Pedro I disse para a sala que eles deviam assistir a novela porque era muito boa, e que a  Rede Globo já estava pensando em fazer outra, eu falei pra eles que me confundia quando era criança porque o Brasil teve um longo período de onde foi um império, foi mais ou menos assim: "-Fiquem espertos porque D.Pedro tem o dois e o um, eu sempre me confundia com isso."

No próximo ano eu encontrei uma prova em papel timbrado do estado, acho que era SARESP para o 4°ano , final do ciclo de alfabetização, pedia para escreverem uma história que pode ser história do Brasil ou conto de fadas, eu sempre oriento que escrevam um conto de fadas porque eles conhecem melhor e conseguem escrever mais linhas, mas o aluno escreveu assim " o que aprendi sobre história até agora é sobre D.Pedro o um e que ele veio com a família real para o Brasil, mas sobre o II ainda não aprendi nada porque a novela ainda não começou. kkk eu ri sozinha ali na sala dos professores, e fiquei pensando será que era um aluno da sala que eu estive, enfim a novela que já tinha sido adiada por causa da novela "Órfãos da Terra", deveria ter início no ano de 2020 mas em ocasião da pandemia de COVID-19 começou somente este ano 2021, neste mês de agosto está indo ao ar os primeiros capítulos gravados em 2020 na cidade de Petrópoles no Palácio Imperial, residência do Imperador Pedro II, neste artigo do "Blog Por que Será " vamos tentar apresentar os personagens reais da trama. 


Nos Tempos do Imperador 


Retrato de D.Pedro II e sua família na novela e a
 obra original com princesa Leopoldina e princesa Isabel 

A novela " Nos Tempos do Imperador" foi escrita por Thereza Falcão logo quando termina "O Novo Mundo" no ano de 2017, deveria ter ido ao ar na sequência da novela " O Novo Mundo" , mas foi adiana para dar lugar a "Órfãos da Terra" que contava a história de refugiados no Brasil, no início de 2020 quase três anos depois a globo anunciou que iria gravar" Nos Tempos do Imperador" mais uma vez as gravações foram adiadas por conta do lockdow, os atores retomaram as gravações este ano e neste mês de agosto foi ao começou a ser exibido " Nos Tempos do Imperador". 

A quase 25 anos fora do ar Selton Mello voltou a gravar, o ator que viveu o protagonista Chicó em "O Auto da Compadecida" um clássico da literatura brasileira de Ariano Suassuna  é conhecido por apoiar causas cientificas, ele vive o imperado Pedro II, a esposa do imperador é imperatriz Teresa Cristina vivida por Leticia Sabatela que também esteve em "A Muralha" . 

Também são personagens da trama a filha de D.Pedro que tem o mesmo nome da avó princesa Leopoldina vivida por Letícia Collin em " O Novo Mundo" a personagem também é conhecida pelo apelido de Dina (Gyulia Gayoso) é irmã de Isabel, a princesa que irá libertar os escravos responsável pela assinatura da lei área no Brasil, na trama a Princesa Isabel é vivida pela atriz mirim Bruna Grifao.


A História de D.Pedro II  

Na história D.Pedro II fica no Brasil e se torna imperador ainda criança, seu pai D. Pedro I segue para Portugal onde consegue recuperar a coroa portuguesa, no Brasil Pedro II fica sobre a tutela de um conselho formado por pessoas de confianças, também uma babá chamada Lurdes cuida do menino, esta pessoa de confiança torna-se empregada da casa e é um dos personagens da novela , a história conta que o imperador D. Pedro II mantinha laços afetivos com Lurdes que permaneceu no palácio real após o casamento com a imperatriz Teresa Cristina. 

A novela pula 40 (quarenta) anos após o imperador D.Pedro I embarcar para Portugal, último capítulo da novela " O Novo Mundo", neste período a princesa Isabel e Leopoldina estão com cerca de 12 (doze) anos de idade, o imperador é casado com a imperatriz Teresa Cristina que tem origem siciliana e é conhecida no Brasil como uma pessoa culta e muito simples. 

São filhos do imperador com a imperatriz Tereza Cristina  Pedro Afonso ( príncipe imperial morreu aos 2 anos de idade), deixando Isabel como herdeira do trono e futuramente responsável pela assinatura da lei áurea que libertará os escravos do Brasil, Princesa Leopoldina ( tem o mesmo nome da avó e é conhecida pelo apelido de Dina).
 

terça-feira, 5 de maio de 2020

Incêndio Destrói Museu Nacional

Vista do Paço Real durante Reinado de D.João VI- 1817

No dia 2 de setembro, último domingo um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, a notícia foi primeira página em muitos jornais internacionais como o popular jornal americano New York Times, que publicou na primeira página a notícia do incêndio.

Realmente é uma perda irreparável, muitas descobertas geológicas, e a própria estrutura contam a história do Brasil, e ajudam a humanidade entender melhor alguns acontecimentos do passado, como a vinda da família real para o Brasil, o Brasil Império, e outras tantas.



Porque Quinta da Boa Vista?

No ano de 1822 D.João  e a família real viajou para o Brasil, fugido da invasão à Portugal realizada pelo francês Napoleão Bonaparte, a Europa vivia tempos de guerra e Napoleão se demonstrava um tirano e cruel imperador. O francês invadiu muitos países com crueldade dizimava todos que se opunham a seus planos de domínio territorial, promovia guerras sangrentas onde exterminava com crueldade os líderes dos países invadidos.

É por isso que D.João é popularmente conhecido como covarde e medroso, já na adolescência se casou com Carlota Joaquina, mãe de D.PedroI, mulher que ficou conhecida por cometer adultérios durante sua estadia no Brasil, o filme Carlota Joaquina conta esta e outras histórias sobre a vinda da família real ao Brasil.

A fuga da família real para sua principal colônia o Brasil aconteceu muito rápido e com o propósito de impedir que Napoleão dizimasse os herdeiros do trono português, durante a invasão de Napoleão a Portugal a família real e outras da corte se alojaram em barcos que vinham para o Brasil e devido a escassez de espaços na colônia escolheram a Quinta da Boa Vista (que era uma propriedade de um vendedor de escravo) para servir de moradia e Palácio Real.



Jardim Botânico e Acervo do Museu do Rio de Janeiro

Muitas reformas foram feita na Quinta da Boa Vista, as principais reformas realizadas em ocasião do casamento de D.Pedro I com a Princesa Leopondina, mas a família real teve como objetivo durante sua estadia fazer da colônia um reino, e para isso muitos projetos foram traçados por D.João( Rei do Brasil) e D.Pedro I (Imperador).

O Jardim Botânico e a catalogação de plantas típicas da floresta tropical brasileira foi um projeto de D.João , bem como a constituição do Zoológico e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, durante o reinado de D.Pedro I aconteceu uma feira de ciência, onde o gosto pela tecnologia e ciência da família real brasileira ficava claro bem como os planos para o futuro.

É durante o império que D.Pedro  decide então que fará uma nova edificação em  São Paulo para servir de Palácio Real e a Quinta da Boa Vista se tornaria um museu, isso nunca aconteceu e a nova edificação é atualmente o Museu  de São Paulo, que encontra-se fechado por ocasião das reformas.


Museu do Rio de Janeiro

Podemos afirmar que a transformação da Quinta da Boa Vista em Museu é uma ideia da família real,na Quinta da Boa Vista transformado em Paço Imperial nasceram D. PedroII e a Princesa Izabel, também na Quinta foi assinada a Proclamação da Independência do Brasil, pela princesa Leopondina que foi sucedida do grito de independência dado por D.Pedro I.

Grande parte do acervo do Museu do Rio de Janeiro encontrava-se nos jardins da Quinta da Boa Vista porém nos últimos anos o Museu do Rio de Janeiro recebeu muitos artefatos como a ossada de um dinossauro, o crânio de Luzia o mais antigo fóssil humano que foi encontrado no Brasil.

Além dos artefatos arqueológicos o Museu do Rio de Janeiro também tinha no seu acervo, quadros imperiais e outros objetos da família real portuguesa como o presente de um rei africano a D.Pedro. 



terça-feira, 7 de abril de 2020

O Novo Mundo e Nos Tempos do Imperador




Na semana passada por ocasião da quarentena a Rede Globo de Televisão está reprisando um resumo da novela "O Novo Mundo", na sequência a nova novela das seis será "O Imperador",a novela foi escrita por Thereza Falcão e segue uma ordem cronológica de acontecimentos históricos que tem início com a vinda da família real para o Brasil e termina com a volta de D.Pedro I a Portugal para ser rei, D.Pedro I também é responsável pelo grito de independência que libertou o Brasil do reino de Portugal.

Assim como aconteceu na história do Brasil D.Pedro I deixa seu filho, D.Pedro II, no país com 6 anos de idade para se tornar rei de Portugal, as gravações de "Nos Tempos do Imperador" foram interrompidas devido a quarentena, a novela vai contar sobre o império de D.Pedro I que foi deixado no Brasil ainda criança, e se tornou imperador do Brasil aos 15 anos de idade.

A exibição das duas novelas em sequência já estava nos planos da Rede Globo de Televisão, porém devido aos muitos capítulos a nova novela "Nos Tempos do Imperador" começaria sem a exibição do resumo da primeira novela "O Novo Mundo", a decisão de exibir a primeira novela da cronologia histórica surgiu mesmo com a interrupção das gravações de "Nos Tempos do Imperador".

Para as crianças que devem ficar em casa até o mês de março assistir as novelas deve ser uma aula de história, muito engraçada e motivadora para os pequenos, eu mesmo ri muito com os personagens portugueses a Maria que corre atrás do esposo que embarcou a para o Brasil e os donos da venda. Preparei um resumo com os principais acontecimentos históricos do "O Novo Mundo" para os leitores do blog entenderem melhor.

Veja, os Principais Acontecimentos Históricos de "O Novo Mundo"!




A vinda da família real para o Brasil 1807

A fama do reino cruel de Napoleão Bonaparte é internacional, mas o que poucas pessoas sabem é que as guerras provocadas pelo imperador francês teve influência direta na história do Brasil. Napoleão conquistou a maior parte do continente europeu durante o ano que esteve à frente das tropas militares, apesar de seus ideais terem grande influência durante a primeira república francesa, Napoleão era extremamente racista e as guerras causadas pela expansão do seu império causaram muitas mortes de soldados e inocentes cidadãos. 

Talvez por causa da fuga para o Brasil D.João, rei de Portugal é conhecido até hoje como um rei medroso, guloso e traído pela mulher Carlota Joaquina, nos primeiros capítulos da novela "O Novo Mundo" Carlota Joaquina é obrigada a cumprir uma sentença de prisão domiciliar, após a descoberta do caso vivido pela rainha que foi denunciado pela esposa de seu amante.O rei D.João para não condenar a esposa a morte pede que cumpra prisão domiciliar, logo o caso será esquecido pelos brasileiros, e Carlota Joaquina volta a frequentar festas da corte até o retorno a Portugal. 


Casamento de Leopondina 13 de maio de 1817 

No capítulo de ontem acontece o casamento da princesa Leopondina com o príncipe D.Pedro I, achei a princesa muito bem representada pela atriz Letícia Colin , D.Pedro I é representado por Caio Castro, Leopondina é uma dama Australiana criada para frequentar os ambientes da corte européia que viaja para o Brasil e se casa com D.Pedro I participando ativamente da independência do Brasil, foi princesa do Brasil, arquiduquesa da Austrália e rainha consorte do império brasileiro e do reino de Portugal. 

 Leopondina casou-se com D.Pedro I por procuração e chegando ao Brasil  foi realizada a cerimônio na igreja, a história também conta que o jovem D.Pedro I possuía muitas mulheres, e apesar de ter trocado cartas durante um longo período com Leopondina sentia-se contrariado com a união. Mais tarde a novela e a história mostrará um dos casos mais importantes de D.Pedro I com a Marquesa de Santos, conta a história que foi na volta de uma de suas viagens a casa da marquesa que D.Pedro I declarou independência do Brasil, após receber um aviso e carta de Leopondina enviadas por meio do exército da corte. 
  • D.João embarca junto com a corte e sua família para o Brasil fugindo das tropas de Napoleão;
  • No Rio de Janeiro D.João instala a biblioteca nacional e funda o Parque Nacional destinado a pesquisas das plantas típicas brasileiras, o Brasil deixa de ser colônica de Portugal e passa a ser Reino Português, até a independência declarada por D.Pedro. ;
  • D.Pedro I casa com a princesa Leopondina. 


Epidemia e Morte do Primogênito da Família Portuguesa 


O casal D.Pedro e Leopondina se casam e vão morar na Quinta da Boa Vista, local que a família real portuguesa escolheu para residir ao embarcar no Brasil, D.Pedro e a princesa Leopondina tiveram muitos filhos, mas a história não consegue precisar com certeza quantos são, dizem que em nove anos de casamento foram Leopondina  tivera nove gravidez uma a casa ano, mas que Leopondina teria perdido duas crianças, os filhos que foram registrados são os que aparecem na novela:

  1. Miguel de Bragança, Infante de Portugal e do Brasil;
  2. Pedro II do Brasil;
  3. Rodrigo Delfim Pereira;
  4. João Carlos, Pincipe da Beira;
  5. Miguel de Bragança, Príncipe da Beira. 


Este é um capítulo muito triste da nossa história, por ocasião de uma epidemia que eram muitas naquele tempo a princesa Leopondina perde o primogênito que nunca assumiu o trono, morreu ainda criança Miguel de Bragança que ganha o título de Infante de Portugal e do Brasil. 

O próximo na sucessão ao trono brasileiro é D.Pedro II, que será deixado no Brasil aos 3 anos de idade para se tornar imperador, trazendo muitas prosperidades ao país, sua filha a Princesa Isabel assinará a lei da abolição da escravatura no país. Mas esta história será contada da próxima novela "Nos Tempos do Imperador" que será exibida após "O Novo Mundo".



Independência do Brasil 7 de setembro de 1.822

A independência do Brasil foi popularmente conhecida pelo grito de independência as margens do rio do Ipiranga, onde está localizado o museu paulista D.Pedro I grita "Independência ou Morte!" pondo fim ao domínio português sobre as terras brasileiras. 

Após a volta do rei D.João a Portugal a corte e aristocracia brasileira temia o domínio português sobre as terras brasileiras, D.Pedro I era pressionado a declarar independência do país, se opondo aos interesses de seu próprio pai.

Conta a história que de volta para a casa depois de uma noite de amor com a amante princesa Domitila, D.Pedro I recebe uma carta de sua esposa que informa a ele a pressão da corte para que o Brasil seja independente, D.Pedro I então sai com sua tropa e as margens do rio Ipiranga no estado de São Paulo dá o grito de independência sobre seu cavalo e com espada erguida.

Mais tarde os documentos históricos mostram a princesa Leopondina como uma das principais influenciadoras do grito de independência, no Rio de Janeiro a princesa que ficara na liderança ao lado do deputado português José Bonifácio, durante viagem de D.Pedro para o litoral, já havia assinado a carta de independência que enviou a D.Pedro para que então desse o grito da independência.

Mais tarde D.Pedro e Leopondina deverão assumir o Reino de Portugal, mas esta é uma outra história, deixando o filho ainda criança aqui no Brasil, no final da novela apenas é mostrado o embarque da família real para Portugal. Assistam "Nos Tempos do Imperador!"









segunda-feira, 29 de julho de 2019

Exposição Tarsila do Amaral MASP





Aconteceu ontem dia 28 (vinte e oito) de julho, domingo o último dia de exposição dos quadros de Tarsila no M.A.S.P, Tarsila é uma artista brasileira e sua obra está extremamente relacionada a criação do museu, tendo participado da "Semana de Arte Moderno", no ano de 1922 (mil novecentos e vinte e dois).

Apesar de ser brasileira muitas de suas obras estão expostas em outros museus espalhados pelo mundo, e foram reunidas para exposição, Tarsila utilizava tinta a óleo com cores vibrantes características do clima tropical brasileiro, Picasso é outro pintor brasileiro do mesmo período com quadros representativos do Modernismo Brasileiro.

As obras de Tarsila representam uma realidade do povo da década de 1920 (mil novecentos e vinte) com os cortiços, ela pinta trabalhadores de rua e operários, as obras são muito expressivas e atuais, podendo facilmente ser confundidas com a atualidade vivida hoje.   

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A Revolta da Vacina

A Revolta da vacina é um fato curioso que ocorreu no Estado do Rio de Janeiro. Imagine que no ano de 1904 aconteceu uma revolta popular contra um decreto de 9 de janeiro de 1904 que obrigava todos os cidadão se vacinarem contra a varíola , peste bubônica e febre amarela, o projeto exigia a comprovação da vacinação para realização de matrículas nas escolas, viagens, hospedagens e até casamentos, previa também pagamento de multa para quem não se vacinasse.

O povo revoltado com o decreto iniciou uma série de conflitos e manifestações que durou cerca de 7 dias, além disso muitas pessoas se refugiaram nos morros para não tomarem a vacina, eu não sei ao certo mas acho que a vacina não era gratuita como é hoje, e o povo tinha que desembolsar um dinheiro pra poder se vacinar.


Fonte Internet : Recorte de Jornal 1904


Estudiosos também atribuem a revolta da vacina a reurbanização e problemas de saneamento básico do Estado do Rio de Janeiro, depois do período colonial e do império o estado passava por uma série de mudanças, mas este não era o motivo da insatisfação cada vez mais o estado preocupado com a saúde pública exigia mudanças arquitetônicas nas casas e tentava controlar as epidemias, a cidade era um verdadeiro caos sofria com problemas de saúde pública, reurbanização e até relacionados ao saneamento básico,  foi o período de maior número de epidemias, a Capital do Brasil já não era mais o centro dos negócios e estava mais pobre.

Durante o período da reurbanização ruas foram alargadas, destruindo casas, e cortiços foram desativados, tudo para controlar as epidemias, depois do decreto de 9 de janeiro que obrigava todos a se vacinarem muitas pessoas subiram até os morros antes habitados por escravos fujões, que fundavam quilombos escondidos na mata, nos morros também habitavam pessoas desabrigadas com a destruição dos cortiços e fugidas da vacina.

Adoção de Animais

  Hoje recebi uma pauta sobre a adoção de animais, eu gosto de cachorro de raça e incrivelmente meus cachorros sempre são bonitos e semelhan...